Terça-feira, 9 de Março de 2010
Newsletter ABCM - ANO V - nº 168
ABCM News - Informativo eletrônico da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO CARVÃO MINERAL ANO V - nº 168 - Para sugestões, críticas e opiniões, clique aqui |
| | Apenas uma das quatro térmicas saiu do papel | | | | Zero Hora - 08/03/2010 Anunciadas há 10 anos pelo governo federal, duas das quatro usinas térmicas previstas para o Rio Grande do Sul acabaram sepultadas pela não concretização da chegada de gás natural argentino à região metropolitana de Porto Alegre. Da lista que integrava o Programa Prioritário de Termelétricas, apenas uma saiu do papel. Mesmo assim, começará a gerar energia apenas em meados deste ano, enquanto o cronograma original previa a conclusão em 2003. Projeto da estatal federal Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Candiota 3, no sul do Estado, está na fase final das obras. Movida a carvão, a usina conseguiu se tornar viável a partir da venda da energia em leilão realizado em dezembro de 2005. Das outras três, a única que ainda tem possibilidade de ser construída é a usina de Seival, também em Candiota. O projeto, originalmente da mineradora Copelmi, foi vendido em 2007 para a Tractebel, do grupo franco-belga Suez. A empresa negocia a comercialização da energia para o Uruguai como forma de executar o empreendimento. Assim como Candiota 3, o combustível de Seival é o carvão mineral fartamente encontrado na região. Menos sorte tiveram as térmicas que deveriam operar a gás. Prevista para ser construída em Triunfo, a Termogaúcha seria a âncora para tornar possível a construção do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre, que traria gás argentino para o Rio Grande do Sul. Como o país vizinho não tinha oferta suficiente para exportar, o projeto se desfez, apesar de até equipamentos já terem sido adquiridos. Afetada pelo mesmo problema da falta de gás, também não se concretizou a UTE do Sul, do grupo AES, prevista para Montenegro. – Hoje é difícil contar com o gás argentino – resume Altino Ventura Filho, secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia. Como a Argentina enfrenta problemas até de abastecimento interno, Ventura lembra que a inexistência da garantia de oferta, além de tornar inviáveis novos projetos, levou ao fechamento das operações da AES Uruguaiana. O secretário estadual de Infraestrutura, Daniel Andrade, tem esperança de que a geração a gás no Rio Grande do Sul ganhe impulso com o projeto de uma usina de mil megawatts em Rio Grande, abastecida por um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito. Capitaneado pela Gas Energy, o negócio é avaliado em US$ 1,25 bilhão. Mesmo assim, Andrade entende que a centralização da política energética no governo federal dificulta o andamento de projetos de usinas a gás, a carvão e parques eólicos. – Os Estados deveriam ter autonomia para a realização de leilões regionais de energia – diz Andrade.
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| | Xstrata vende operações de carvão da Prodeco para a Glencore | | | | InfoMoney - 05/03/10 A mineradora Xstrata anunciou nesta sexta-feira (05/03) a venda de suas operações de carvão Prodeco para a Glencore International. O acordo inclui as atividades de carvão nos terminais de Calenturitas e La Jagua, assim como instalações portuárias para exportação e 39,8% de uma ferrovia na Colômbia. Segundo o presidente da Xstrata, Mick Davis (foto), a decisão da Glencore de exercer a opção de dar aos acionistas da Xstrata um retorno robusto em dinheiro e uma flexibilidade financeira adicional, com o programa de gastos de capital, vai levar a crescimento de volume de 50% até 2014. Além dos termos já previstos anteriormente, quando as empresas definiram a opção de aquisição dos negócios, a Glencore irá pagar outros US$ 2,25 bilhões em dinheiro para exercer a compra.
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| | Fepam marca audiência sobre MPX | | | | Correio do Povo - 08/03/2010 A Usina Termelétrica UTE MPX Sul Energia, citada pelo presidente da ABCM, Fernando Zancan, como uma das três que devem ir a leilão no final do ano, será objeto de duas audiências públicas da Fepam este mês. Em Hulha Negra e Candiota, nos dias 10 e 11, respectivamente. O foco das audiências públicas é o licenciamento da barragem da MPX no rio Jaguarão. Serão apresentados os estudos ambientais da barragem, situada entre os dois municípios, e que reservará água para fins múltiplos, entre eles, para a usina, que utilizará carvão mineral para gerar até 600 MW em Candiota. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado, o EIA-Rima elaborado pela empresa será apresentado, para dirimir dúvidas e colher sugestões do público. O estudo está disponível a consultas na Biblioteca da Fepam e nas prefeituras das duas cidades. A MPX Sul usará carvão da mina de Seival, da qual a empresa detém 70%.
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