Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Newsletter ABCM - ANO V - nº 163
ABCM News - Informativo eletrônico da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO CARVÃO MINERAL ANO V - nº 163 - Para sugestões, críticas e opiniões, clique aqui |
| | China pode ultrapassar Japão em importação de carvão este ano | | | | Mining - 27/01/2010 A China poderá, pela primeira vez, tirar do Japão o posto de maior importador de carvão do mundo este ano, acreditam analistas. Em 2009, o Japão importou 162 milhões de toneladas da commodity, 16% a menos do que em 2008. Foi a primeira contração de dois dígitos porcentuais em pelo menos uma década, segundo o Ministério de Finanças japonês. As importações chinesas de carvão, em contrapartida, quase triplicaram, para 126 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas da China. O aumento das importações ocorreu apesar de a China ter produzido um volume recorde de 2,96 bilhões de toneladas de carvão no ano passado, 13% a mais do que em 2008. O país é o maior produtor da commodity no mundo. A demanda japonesa vai depender em larga medida de como setores como o siderúrgico e o de cimento vão sobreviver à economia lenta, disse o consultor Shigeo Takahashi, da Coalinq. “As usinas japonesas normalmente mantêm suas operações de energia a partir do carvão perto da plena capacidade, já que assim é mais barato, e portanto a demanda pela commodity não oscila muito como a de outros consumidores”, destacou. Na China, gargalos de oferta deverão manter os preços do carvão em alta este ano, o que deverá resultar em níveis de importação consistentemente elevados, disse Takahashi. A China já ultrapassou o Japão em volume de importação de petróleo bruto no primeiro semestre de 2009. Em todo o ano passado, os chineses importaram uma média de 4,09 milhões de barris por dia de petróleo, contra 3,67 milhões de barris por dia do Japão.
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| | A energia e os diretos civis | | | | Por Fernando Zancan (*) Energia abundante e barata e energia limpa não são mais assuntos restritos a área energética. Esse assunto está sendo discutido no âmbito dos diretos civis e humanos. A maioria da energia que consumimos vem de áreas de concessão pública, usinas hidráulicas e dos combustíveis fósseis (óleo, gás e carvão). Os proprietários destas concessões (recursos), por nossa Constituição, são os cidadãos brasileiros e que tem o direito moral e legal de ver esses recursos desenvolvidos para o seu bem estar, da população e do País. O suprimento de energia segura e barata é o que faz um País crescer e se desenvolver, gerando riqueza para sua população. Portanto o desenvolvimento desses recursos é vital para o crescimento do País. A extensão que esses recursos serão explorados de forma sustentável é que ditará os benefícios que a população, principalmente os mais pobres que terão garantidos, via sua segurança energética, os seus direitos constitucionais. Mas se esses recursos são bloqueados por diversas ações (áreas de preservação, ações legislativas, discussões judiciais intermináveis, leis ambientais, etc.) o final do processo é uma ameaça a segurança energética e um incremento de custos da energia que terminam por penalizar a sociedade como um todo. O impacto mais perverso dessas ações protelatórias atinge os mais pobres e as minorias.Vários exemplos temos no Brasil de ações políticas e de grupos ideológicos que ao bloquear o acesso as nossos recursos (APAs, APPs, legislação proibindo a mineração, etc.), estão atingindo, diretamente, a nossa economia, os empregos e o desenvolvimento de diversas regiões do Brasil. Isso penaliza os 12 milhões de famílias do Bolsa Família e a competitividade de nossa indústria, pelo aumento do custo de energia. Vale perguntar como seria o nosso mundo sem um fornecimento de energia segura de baixo custo. Isso não estaria afetando os nossos direitos civis garantidos em nossa Constituição? Alguns políticos e ambientalistas, empenhados na afirmação de suas ideologias, ignoram a importância da segurança energética e do baixo custo da energia. Suas propostas estão em conflito com o mundo real. Suas políticas e ações estarão, de fato, prejudicando nossa habilidade de sobreviver. Pois nos colocam falsas opções, como – energia ou comida, energia ou educação etc. A idéia simplista de transferir para o governo o subsidio dessa energia, esquece que alguém terá que pagar a conta. Onerar, ainda mais, o setor produtivo retira dele competitividade, prejudica a empregabilidade e enfraquece o país perante os competidores. As discussões sobre mudanças climáticas, também se enquadram neste dilema. Assim como todas as formas de geração de energia, mesmo as chamadas energias limpas, causam algum impacto ambiental, todas as formas de mitigação envolvem um aumento de custo da energia. Vários artigos trataram dos aspectos científicos e econômicos destas políticas ambientais, mas poucos tratam do assunto sob a ótica das escolhas energética em função dos direitos civis, direitos das minorias, dos pobres, ou do fato da classe média, já estressada pela crise mundial, ter que assumir a conta de uma energia mais cara, ou ainda, pagar mais impostos em razão das mudanças climáticas. (*) Fernando Zancan é presidente da ABCM
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| | Australiana Riversdale vai construir termelétrica em Moçambique | | | | África 21 - 26/01/2010 A central, localizada à boca da mina Benga, em Tete, será concluída até 2013, devendo utilizar os ativos de transmissão de energia existentes para escoar os 500 megawatts. A mineradora australiana Riversdale, que detém a concessão de exploração de carvão de Benga, na província de Tete, em Moçambique, já obteve aprovação governamental do estudo de impacto ambiental para a construção de uma central termelétrica que, numa primeira fase, vai produzir 500 megawatts de energia elétrica. O projeto da central termelétrica de Benga, que vai processar carvão de queima, será desenvolvido em duas fases. A central, localizada à boca da mina, será concluída até 2013, devendo utilizar os ativos de transmissão de energia existentes para escoar os 500 megawatts e, posteriormente, prevê aumentar a sua capacidade. Na segunda fase serão produzidos dois mil megawatts de energia, mas essa etapa ainda depende da capacidade de transmissão e da proposta de linha/ou espinha dorsal de transmissão a ser utilizada. A Riversdale anunciou também que já obteve acesso à rede de transmissão de energia existente em Moçambique. Cerca de 40% da energia produzida no mundo depende do carvão mineral. Na África do Sul, a produção de energia elétrica é 93% dependente do carvão. A Riversdale terminou, recentemente, o estudo de viabilidade para exploração da mina de carvão de Benga, onde espera extrair 5.3 milhões de toneladas por ano, numa primeira etapa (2009-2014). A exploração vai ocorrer em três etapas alinhadas à conclusão e posterior expansão das infra-estruturas ferroviárias e portuárias de transporte fluvial em barcaças. A mina de Benga possui reservas de carvão estimadas em 273.3 milhões de toneladas, compostas por 181.3 milhões em reservas comprovadas e 92 milhões em reservas prováveis. A Riversdale detém um título de concessão da mina de carvão de Benga válido por 25 anos, e, ao longo deste período, prevê criar 1500 empregos diretos permanentes, além de outros 4500 postos de trabalho de forma indireta, produzindo um grande impacto na economia local. As informações são da AIM.
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